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Quanto mais infecções por covid, maior o risco de sequelas, diz estudo

Pesquisadores mostraram que o risco de distúrbios pulmonares, cardiovasculares, diabetes e outras condições aumenta com mais infecçõe


O estudo sobre consequências da covid contou com dados de mais de cinco milhões de pessoas Foto: PIRO / Pixabay



Depois da variante ômicron da covid–19, agora a BQ.1 também está se propagando mesmo após a população ter tomado vacinas – embora elas tenham mostrado proteção contra os casos mais graves. E se você imaginava que uma nova infecção a essa altura só traria uma dor de cabeça ou uma semana de repouso, um estudo publicado na Nature na última semana questiona essa ideia.


De acordo com o estudo, realizado pelos pesquisadores Benjamim Bowe, Yan Xie e Ziyad Al-Aly, da Universidade de Washington (EUA) em parceria com a Veterans Research and Education Foundation, a reinfecção pela doença contribui com maiores riscos de morte, hospitalização e sequelas.


As consequências estudadas incluem distúrbios pulmonares, cardiovasculares, hematológicos, diabetes, gastrointestinais, renais, de saúde mental, musculoesqueléticos e neurológicos, mesmo em pessoas que se vacinaram.


Quanto mais vezes positivo para covid, maiores as chances de sequelas Foto: Gerd Altmann / Pixabay


Amplitude de voluntários para a pesquisa


Com dados de mais de cinco milhões de pessoas, que são atendidas pela rede de saúde dos pesquisadores veteranos, os estudiosos perceberam que 443 mil pessoas foram diagnosticadas com covid-19 uma vez, enquanto 40,9 mil se infectaram com o vírus mais de uma vez.


Assim, cruzaram as informações sobre problemas que essas pessoas apresentaram nos seis meses seguintes à infecção – pela primeira vez ou não – , e comparando com os indivíduos que não tiveram nenhuma contaminação.


O resultado do gráfico criado pelos pesquisadores foi que o risco para qualquer um dos males descritos acima aumentava entre quem contraiu o coronavírus. E crescia ainda mais à medida que subiam o número de reinfecções.


Porém, se não podemos ignorar o estudo, também não é motivo para pânico, pois alguns de seus elementos podem ser questionados. Por exemplo, o fato de a maioria das pessoas da amostra serem homens brancos, sem diversidade de gênero, idade, raça etc.


O estudo reacende o alerta para que os sistemas de saúde evitem ao máximo a reinfecção, e que as pessoas voltem a tomar cuidados para evitar o contágio, como o uso de máscaras e álcool em gel.


* Ivana Fontes / https://www.terra.com.br/



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