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  • Foto do escritorJornal Esporte e Saúde

Políticas para as Mulheres celebra o Dia do orgulho LGBTI+


Uma roda de conversa abordou as políticas sociais para o público LGBTQIA+

Foto: Maurício Porão


Na quinta-feira (28), Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, a Secretaria de Políticas para as Mulheres celebrou a data com uma roda de conversa sobre políticas sociais para o público LGBTQIA+. O evento aconteceu no auditório da pasta e foi realizado em parceria com a Coordenadoria Municipal de Políticas de Acesso e Gênero.

A programação da noite foi aberta pela secretária de Políticas para as Mulheres, Sheila Juvêncio, uma das mediadoras do bate-papo, junto à coordenadora de Políticas de Acesso e Gênero, Tayse Marinho. Os convidados foram a psicanalista Fernanda Lobão, o assessor parlamentar e doutorando em políticas sociais, Eddie Paiva e os médicos do ambulatório LGBTQIA+ do Centro de Especialidades Médicas Dona Alba, Quéfrem Vieira e Miguel Brito. A secretária lembrou da importância de mulheres lésbicas, trans e outras que se identifiquem como mulheres ocuparem os espaços. “Estar nesta secretaria, realizando um evento como esse, nessa data, já é de grande importância. Espero que daqui saiam muitas discussões e reflexões que, de fato, cheguem a todas as pessoas que precisam”, acrescentou. A Coordenadora de Políticas de Acesso e Gênero, Tayse Marinho, também falou sobre os desafios. “O nosso trabalho precisa ser no sentido de levar às pessoas o entendimento de que estar aqui é um lugar de direito. Precisamos perder o medo porque este é um lugar seguro e que é nosso”, apontou. Integrando a equipe técnica da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eduardo Noronha fez um pequeno recorte histórico sobre a data, reforçando a luta pela discriminação, preconceito e violação de direitos. “No mundo inteiro o dia 28 de junho marca a luta contra a opressão por causa da orientação sexual e da identidade de gênero e relembra a rebelião de Stonewall, na cidade de Nova York, em 1969, e que é considerada o marco do movimento de liberação sexual”, explicou. No Brasil, a implementação de políticas públicas direcionadas a população LGBTQIA+ tem caminhado a partir do desenvolvimento de programas que atendam às especificidades desse público. Um dos pontos fundamentais nessa discussão é o combate à invisibilidade, que se apoia no silêncio e no apagamento dessas pessoas na sociedade. O médico Miguel Brito falou sobre o estigma e preconceito que ainda existem sobre a população LGBTQIA + e como isso afeta a saúde mental. “O silêncio adoece. Por isso é maravilhoso ter um espaço de reflexão onde a gente possa falar, mas é preciso mais tempo, mais horas. Eu falaria 10 horas e ainda teria muito o que dizer”, avaliou. O Brasil continua a liderar o ranking dos países que mais matam LGBTQIA+. Esses dados mostram a importância de um dia voltado à conscientização sobre a importância do combate à LGBTfobia na construção de uma sociedade mais igualitária.

* * Texto: Cris Rosa / Prefeitura de Macaé


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