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Lula agradece ao povo, diz que governará para todos e fala em 'reconstrução'

Presidente enalteceu outros dois mandatos e alertou para desigualdades e que responsabilidades de genocídio 'serão apuradas'


Lula é empossado presidente do Brasil / Carl Souza / AFP

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou seu pronunciamento à Nação no Palácio do Planalto neste domingo, 1º, agradecendo ao povo brasileiro e citou os apoiadores que fizeram vigília em Curitiba, na época em que estava preso. Ele assegurou que vai governar para todos e repetiu a frase dita logo após sua vitória nas eleições de que "não existem dois Brasis". Lula disse que hoje é "o dia mais feliz" de sua vida.


"Quero começar fazendo uma saudação especial. Uma forma de lembrar e retribuir o carinho e a força que recebia todos os dias do povo brasileiro - representado pela Vigília Lula Livre -, num dos momentos mais difíceis da minha vida. Boa tarde, povo brasileiro!"


Lula agradeceu aos apoiadores que "tiveram a coragem de vestir a nossa camisa e agitar a Bandeira do Brasil", quando um grupo mais radical que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro tentava "se apropriar" das cores da bandeira. "Minha gratidão a vocês, que enfrentaram a violência política antes, durante e depois da campanha eleitoral. Que ocuparam as redes sociais, e que tomaram as ruas, debaixo de sol e chuva, nem que fosse para conquistar um único e precioso voto."


Mas o presidente destacou que vai governar para todos os 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não apenas para quem votou nele. "Vou governar para todas e todos, olhando para o nosso luminoso futuro em comum, e não pelo retrovisor de um passado."


Lula disse que "a ninguém interessa um país em permanente pé de guerra, ou uma família vivendo em desarmonia" e pregou que é hora de reatar os laços com amigos e familiares, que foram rompidos pelo discurso de ódio e pela disseminação de tantas mentiras. "Chega de ódio, fake news, armas e bombas. O nosso povo quer paz para trabalhar, estudar, cuidar da família e ser feliz", ressaltou.


"Não existem dois brasis. Somos um único país, uma grande nação. Somos todos brasileiros e brasileiras, e compartilhamos uma mesma virtude: nós não desistimos nunca. Ainda que nos arranquem todas as flores, uma por uma, pétala por pétala, nós sabemos que é sempre tempo de replantio, e que a primavera há de chegar. E a primavera já chegou. Hoje, a alegria toma posse do Brasil, de braços dados com a esperança", discursou Lula.

Ele afirmou que o País "andou para trás" nos últimos anos e relembrou que o principal compromisso assumido e cumprido em 2003, no seu primeiro mandato, foi lutar contra a desigualdade e acabar com a miséria. "Hoje, 20 anos depois, voltamos a um passado que julgávamos enterrado", declarou.


Lula afirmou que muito do que foi concretizado no passado foi desfeito de forma irresponsável e criminosa, sem citar o governo do agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele declarou que a desigualdade e a extrema pobreza voltaram a crescer, além de citar o retorno da fome. "A volta da fome é um crime, o mais grave de todos", emendou.


O presidente se emocionou ao citar a fila de pessoas nas portas dos açougues pedindo ossos para comer. Junto ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ele assumiu compromisso em combater a desigualdade "noite e dia" e citou a desigualdade entre quem joga comida fora e quem se alimenta das sobras.


Ainda em uma fala crítica às diferenças socioeconômicas que vigoram no País, Lula afirmou que a desigualdade "apequena esse País de dimensões continentais" e que não é possível manter essa realidade. "Brasil é grande, mas real grandeza de um país reside na felicidade do seu povo", disse, ao reforçar seu lema de que vai "cuidar com carinho" do povo brasileiro. Ele também citou o combate à desigualdade de renda, gênero e raça.


"O que o povo sofreu nos últimos anos foi além da construção de um verdadeiro genocídio", disse ele. "O Brasil bateu recorde de feminicídio. As políticas de igualdade sofreram retrocesso, desmonte. Os livros didáticos que deverão ser usados em 2023 não começaram a ser editados."


Lula disse, em seu discurso, que o Brasil viveu um dos "piores períodos de nossa história" nos últimos quatro anos, citando que a eleição do ano passado pôs um fim a este período.


Ele citou ainda o programa Farmácia Popular, dizendo que faltam remédios. "Não há estoque de vacinas para o enfrentamento das variantes da covid", afirmou, e citou, depois, a falta de recursos para a merenda escolar na rede pública de ensino do País.


O presidente também lembrou da falta de recursos para as universidades federais no final do ano passado, bem como de dinheiro para o combate a catástrofes e desastres. O discurso dele foi interrompido por gritos de "sem anistia" pela multidão que o acompanhava na Praça dos Três Poderes.


'Nunca houve e nem haverá gastança alguma'


Aos apoiadores no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou seus mandatos passados ao defender a conciliação entre crescimento econômico e inclusão social. Ele reforçou que, durante seus governos, foram acumuladas reservas estrangeiras, garantiu redução da dívida e "nunca houve e nem haverá gastança alguma".


"Em nossos governos, o Brasil conciliou crescimento econômico recorde com a maior inclusão social da história. E se tornou a sexta maior economia do mundo, ao mesmo tempo em que 36 milhões de brasileiras e brasileiros saíram da extrema pobreza", disse Lula, ao destacar que, durante seus mandatos, foi capaz de "realizar tudo cuidando com responsabilidade as finanças do país". "Vamos investir no nosso bem mais precioso, o povo brasileiro".


* https://odia.ig.com.br/brasil/





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