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  • Foto do escritorJornal Esporte e Saúde

Gal Costa morre aos 77 anos em São Paulo

Ainda não há informações sobre a causa da morte da artista, que aconteceu na manhã desta quarta-feira


Gal Costa morre aos 77 anos / Reprodução Internet

Rio - A cantora Gal Costa, de 77 anos, uma das maiores vozes da música popular brasileira, morreu na manhã desta quarta-feira, em São Paulo. Ainda não há informações sobre a causa da morte da artista. A veterana era uma das atrações do festival Primavera Sound, na capital paulista, que aconteceu no final de semana passado, mas cancelou sua participação no evento.

Em setembro deste ano, a artista passou por uma cirurgia para a retirada de um nódulo na fossa nasal direita. Por recomendações médicas, ela ficaria afastada dos palcos até este mês. A cantora já tinha shows da turnê "Várias Pontas de Uma Estrela", em que revisitava grandes sucessos dos anos 80, marcadas para dezembro e janeiro.

Gal Costa deu voz a clássicos da MPB como "Baby", "Meu nome é Gal", "Chuva de Prata", "Meu bem, meu mal", "Pérola Negra" e "Barato total". A cantora deixa um filho, Gabriel Costa Penna Burgos, de 17 anos.


Trajetória


Maria da Graça Costa Penna Burgos nasceu no dia 26 de setembro de 1945, em Salvador, na Bahia. A artista trabalhou em uma loja de discos em Salvador, onde conheceu o cantor João Gilberto. Em 1963, ela foi apresentada a Caetano Veloso por sua amiga Dedé Gadelha, que na época era casada com o cantor.


Em 1964, Gal participou da inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador, ao lado de nomes como Caetano, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé, entre outros. A artista ainda utilizava o nome Maria da Graça quando lançou "Eu vim da Bahia", de Gilberto Gil, em 1965.


Gal Costa era cantora e compositora e um dos grandes nomes da Tropicália e da MPB. Ela gravou, em 1968, duas músicas do álbum "Tropicália ou Panis et Circencis", lançado por ela, Caetano, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé. A cantora também participou, no mesmo ano, do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em que conquistou o terceiro lugar com a música "Divino Maravilhoso".

No ano seguinte, a cantora lançou o álbum "Gal Costa", com canções de Roberto Carlos e Erasmo. Durante o período da Ditadura Militar, a artista se firmou como uma das representantes do tropicalismo enquanto seus parceiros Gil e Caetano estavam no exilados. Ela gravou ao vivo o álbum "Fa-Tal: Gal a Todo Vapor", em 1971, que foi um marco e a consolidou como voz da contracultura brasileira no período do regime militar.

Em sua carreira, Gal lançou 43 álbuns, 12 DVDs e participou de 16 especiais na televisão. A artista foi indicada cinco vezes ao Grammy Latino e venceu o Prêmio da Música Brasileira, em 2016, na categoria melhor cantora.


* https://odia.ig.com.br/

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