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Da infância à vida adulta: o papel da maternidade no desenvolvimento humano


A terapeuta familiar Raquel Petersen, é mãe de 3 meninas, e afirma que o vínculo afetivo é o que dá estrutura para qualquer relacionamento se concretizar e crescer \ Foto: Divulgação


O Dia das Mães, comemorado no primeiro domingo do mês de maio, é uma das datas mais importantes e celebradas ao redor do mundo. A figura materna, geralmente, transmite abrigo, conforto e segurança, principalmente nos primeiros passos de vida de cada pessoa.

É comum ouvir por aí, que adultos problemáticos, são a consequência de um relacionamento turbulento ou distante dos pais na infância e juventude. Pensando nisso, a Facilitoy traz uma entrevista exclusiva com a neuropsicopedagoga, terapeuta familiar e orientadora parental, Raquel Petersen.

De acordo com Raquel, pessoas que têm um vínculo frágil com os pais acabam tendo durante toda a sua vida problemas relacionados à segurança com outras pessoas. Sendo que essas questões podem estar em dois extremos: a da total falta de confiança em terceiros e a da confiança excessiva.

“Podem se tornar pessoas que têm dificuldade em manter amizades, relacionamentos, empregos, porque tem resistência em formar qualquer tipo de vínculo. Ou de outra forma, acabam por se envolver em relacionamentos abusivos e ‘se entregando’ a todas conexões de amizades e amor, porque sentem a falta disso intimamente”.

Raquel explica que é durante a gestação que o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê começa a ser construído. Mas esse processo é continuado após o parto e enriquecido durante cuidados diários. Essa conexão é de extrema importância porque é parte essencial da construção gradativa de habilidades e mecanismos essenciais para o desenvolvimento físico e mental da criança.

Em torno dessa base estimulante oferecida pela presença constante e sensível dos pais, a criança poderá fazer uso de seu repertório herdado, conquistando os mais variados tipos de habilidades, como motoras, cognitivas, sociais e emocionais. Em paralelo, o bebê aprende a confiar e vai se formar um sujeito de fato, com todas as suas particularidades.

Vínculo afetivo estrutura relacionamentos -

Para Raquel Petersen, que é mãe de 3 meninas, o vínculo é importante porque é o que dá estrutura para qualquer relacionamento se concretizar e crescer. Ela explica que esse vínculo é mais fácil de ser construído para a mãe, porque existe a experiência da gestação, mas que também é possível, e necessário, que o pai crie essa conexão.

“Para o pai pode ser difícil estabelecer esse vínculo no começo, porque como em qualquer relação afetiva é construída devagar, dentro da rotina, criando a estabilidade, segurança e afeto necessário para o bebe”, ressalta Raquel.

A pedagoga comenta que atualmente ainda existe uma crença que essa conexão só ocorre por meio da amamentação, o que seria uma ideia totalmente equivocada.

“A amamentação tem um papel importante, mas a criação do vínculo também acontece caso ela não seja possível, observando o exemplo de mães que amamentam seus filhos com fórmulas”, explicou Raquel.

O calor e o contato com o corpo dos pais, o cheiro que é reconhecido pelo bebê e o som dos batimentos cardíacos instigam e acalentam a criança. É assim que ele descobre o mundo e começa a ter consciência de si mesmo. A sensação de amparo e segurança faz com que o bebê se sinta acolhido e seguro e fortalecem o vínculo. Sendo assim, conforme ele vai crescendo e ampliando suas relações, a sua sociabilidade e independência se torna mais leve e natural.

Mas, como melhorar essa conexão?

Segundo Petersen, o primeiro passo seria acabar com as atitudes conflitantes que enfraquecem o vínculo entre os pais e a criança.

“Não adianta haver uma ótima rotina de brincadeiras e estímulo durante o dia, sendo que a noite o bebe é deixado sozinho chorando. Essa relação não pode ter sinais dúbios. A constância é a chave. Não existem ‘receitas de bolo’ para manter um bom relacionamento com seu filho desde a infância”, afirmou a profissional.

Brincadeiras que estimulam o vínculo afetivo

O elo entre o mundo adulto e infantil chama-se “brincadeiras”. Quando pais e filhos estão juntos nesta aventura, o resultado traz inúmeros benefícios não somente para a mãe e a criança, mas para toda a família.

Foi pensando em oferecer através da locação de brinquedos a melhor experiência do brincar, que a Facilitoy foi idealizada. Uma opção sustentável e econômica para oferecer os brinquedos mais recomendados, pelo tempo certo que a criança irá usar, e sem ocupar espaço em casa.

A empresária Isabel Tunas defende a maternidade real e afirma que na Facilitoy, aluga brinquedos, mas também entrega abraços e conforto \ foto: Divulgação


“Na correria do dia a dia, muitas vezes não temos tempo para dar a devida dedicação aos pequenos. O trabalho e as tarefas domésticas, entre outras questões, tomam muito da rotina, o que acaba nos tirando o tão desejado tempo de qualidade para fortalecermos o vínculo afetivo. Queremos através da locação, facilitar a vida das mães, ajudando a oferecer brinquedos que além de estimularem o desenvolvimento, irão fortalecer essa conexão mãe e filho, criando memórias inesquecíveis”, explicou Isabel Tunas, diretora da Facilitoy.


* Ana Clara Menezes \ Assessora de Imprensa.



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