• Jornal Esporte e Saúde

Curva de mortes no Brasil é quase 4 vezes mais acelerada que a dos EUA

Média móvel no País vem acelerando desde fevereiro e, de lá para cá, taxa de óbitos por milhão de habitantes mais do que dobrou


Vacinação contra a covid-19 em drive-thru montado em Brasília

ROQUE DE SÁ/AGÊNCIA SENADO - 23.03.2021


No momento mais crítico da pandemia, conforme análise de infectologistas, a curva de mortes do Brasil é quase quatro vezes mais acelerada do que a dos Estados Unidos, país onde mais óbitos foram registrados em decorrência de covid-19 no mundo.

Desde o dia 21 de fevereiro, a média móvel de mortes semanais não para de crescer no país da América do Sul. Naquela data, o Brasil contabilizava uma taxa de 4,88 óbitos por milhão de habitantes. Nesta sexta-feira (26), o índice havia chegado aos 11,29, ou seja, um crescimento de 131,3% na taxa de mortalidade.


Em relação aos Estados Unidos, em 21 de fevereiro, a taxa de morte por covid-19 era de 5,70 por milhão de habitantes. Nesta sexta, o índice havia caído para 3.


REPRODUÇÃO/OUR WORLD IN DATA


Os números são do site Our World in Data, plataforma que reúne informações sobre a pandemia em todo o mundo. Os dados são coletados e organizados por pesquisadores da Universidade de Oxford, do Reino Unido.


Cabe ressaltar que o país da América do Norte havia aplicado, até este sábado (27), às 19h, 40,87 doses de vacinas para cada 100 habitantes, enquanto o brasil, 8,81. Ou seja, uma diferença, de mais de quatro vezes na análise proporcional dos dados.


Em números absolutos, os EUA injetaram 133,31 milhões de imunizantes nos braços de seus cidadãos. Já o Brasil, havia aplicado 16,56 milhões de seringas, oito vezes menos comparado ao aos norte-americanos.


Ranking do número absoluto de mortes

Estados Unidos - 548.087 Brasil - 307.112 México - 200.211 Índia - 161.240 Reino Unido - 126.755 Itália - 107.256

Média móvel de mortes semanais (por milhão de habitantes)* Brasil - 11,29 Itália - 7,12 México - 4,04 EUA - 3 Reino Unido - 1,03 Índia - 0,17 *Em 26/03/2021

Média móvel de mortes semanais (por milhão de habitantes)** Reino Unido - 7,20 México - 6,54 Estados Unidos - 5,70 Itália - 5,06 Brasil - 4,88 Índia - 0,07 **Em 21/02/2021

Vacinação

Especialistas são unânimes em dizer que, para além das medidas de isolamento social e cuidados básicos como o uso de máscara e higienização das mãos, a aceleração da vacinação é fundamental para que o Brasil pare de bater recordes de mortes diárias por coronavírus.


Na tarde desta sexta-feira (26), o governo federal anunciou que três vacinas criadas no Brasil entrarão na fase de testes clínicos nos próximos dias. Ao lado do novo titular da pasta da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, defendeu que a criação de imunizantes nacionais é uma questão de soberania e preparo para outras pandemias futuras.

O anúncio ocorreu horas depois de o governo do Estado de São Paulo revelar que Instituto Butantan desenvolveu uma nova fórmula de vacina contra a covid-19.


No último dia 19, foram assinados os contratos para a aquisição de 138 milhões de doses, 100 milhões da vacina da Pfizer, a primeira no país a receber o registro definitivo concedido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e 38 milhões do imunizante da Johnson.


Escalada de mortes


O Brasil registrou, neste sábado (27), 3.438 mortes por covid-19 em 24 horas, segundo dados enviados pelos Estados ao Ministério da Saúde. O número de novos casos diagnosticados foi de 85.948.


Com o balanço de ontem (27), o país totaliza 310.550 mortes e 12.490.362 pessoas diagnosticadas com a doença.


O quantitativo de sábado foi um pouco menor comparado ao do dia anterior (26), quando o País havia anotado mais um recorde diário de óbitos pela doença: 3.650.


* Ulisses de Oliveira, do R7.



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