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Covid-19: Rio volta a estágio crítico

Especialista da Fiocruz diz que não é hora de mais medidas de flexibilização na cidade



Rio,26/09/2020 -COVID-19 -CORONAVIRUS,ARPOADOR,movimentacao na praia de Copacabana. Na foto, pessoas na areia

Foto: Cleber Mendes/Agência O Dia - Cléber Mendes


Poucos dias depois dos cinemas reabrirem e o retorno do público aos estádios de futebol estar muito próximo, o Observatório Fiocruz Covid-19 afirma que a disponibilidade de vagas em UTIs na cidade do Rio é considerada crítica, com taxa de 79%. Para especialistas, o momento é de atenção, de frear medidas de flexibilização que causem aglomeração. Só no município já são mais de 100 mil infectados e o número de mortos ultrapassou os 10,8 mil. Já no Estado do Rio, são mais 18,2 mil óbitos e 259,6 mil casos confirmados.


Para a pesquisadora Margareth Portela, integrante do Observatório Fiocruz, a capital fluminense se encontra em uma situação preocupante. "É uma zona crítica desde a semana passada. A taxa de UTIs estava em 86% de ocupação e agora caiu para 79%. Esses números sinalizam que é um momento de prestarmos atenção. É hora de avaliar e observar se os números vão estabelecer uma tendência de crescimento", diz.


Por conta disso, Margareth acredita que ainda não seja a hora de pensar em reabertura de locais que provoquem aglomeração. "Estamos com uma ocupação elevada no município do Rio. Não vejo um bom momento para reabrir cinema e estádio de futebol. Com retorno desses locais e se os números tiverem uma tendência de alta, o Rio vai ter capacidade de fato para se organizar e receber mais pessoas nos hospitais?", indaga.


Para avaliar a zona crítica, a pesquisa utiliza dados do município do Rio, já que o estado é o único no país que não disponibiliza a taxa de ocupação de leitos em seu painel público de dados.


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que tem realizado atualmente a maioria absoluta dos atendimentos de covid-19, visto que hospitais do estado e da iniciativa privada fecharam leitos dedicados ao tratamento da doença, e é a única que mantém um hospital de campanha. A pasta informa ainda que não há fila de espera, pois há leitos para todos os pacientes inseridos no sistema de regulação e que não fechou nenhum leito de UTI.


* https://odia.ig.com.br/Por Marina Cardoso.


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