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Cidades da Zona da Mata registram falta de leitos de Covid-19 e alta taxa de ocupação em UTIs

Municípios como Ubá, Leopoldina, Santos Dumont e Muriaé atingiram 100% de ocupação nesta semana. Veja a situação também de Viçosa e Juiz de Fora e mapa com a situação no país.

Médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) — Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

Municípios da Zona da Mata, como Ubá, Leopoldina, Santos Dumont e Muriaé registram 100% de ocupação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Para saber como está a situação em cada localidade, o G1 realizou um levantamento com base nos boletins municipais. Veja abaixo também o quadro de Juiz de Fora e Viçosa, que é critico, mas ainda não chegou no limite.

Por causa da situação em Minas Gerais, o governo do estado colocou os 853 municípios na Onda Roxa - fase mais restritiva do "Minas Consciente", com "toque de recolher" e funcionamento apenas dos serviços essenciais por pelo menos 15 dias.


Também nesta semana, o governo estadual pediu ajuda ao Ministério da Saúde para que não falte oxigênio em Minas Gerais. Em nota, o Estado adiantou que “as empresas fornecedoras de oxigênio estão fazendo uma reestruturação logística para atender a alta demanda”.

Ubá

No último domingo (14) e na segunda-feira (15), o município de Ubá chegou a 100% de ocupação de UTIs Covid-19 e de leitos clínicos.

  • Ubá chega a 100% de ocupação de UTIs Covid-19 e de leitos clínicos


No Boletim Municipal de quarta-feira (17), a situação piorou e a taxa de leitos clínicos chegou a 110%.

Desde a última semana, a Administração Municipal busca a ampliação de mais 10 leitos de UTI para tratamento da doença. Atualmente, a cidade está na Onda Roxa do "Minas Consciente".

Juiz de Fora

A cidade de Juiz de Fora registrou, na terça, mais um recorde de hospitalizações pela Covid-19 e cinco hospitais atingiram 100% da capacidade, conforme mostrou o G1. Além disso, em 15 dias, 30 pacientes foram transferidos.


De acordo com o último Boletim Municipal, a taxa de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados à doença, é de 94,21%. Já as enfermarias, de 85,07%.


Para tentar reverter a situação, o município passou a contar com 10 novas unidades na rede pública instaladas no Hospital Monte Sinai e recebeu financiamento do Ministério da Saúde para a manutenção de 10 leitos na Santa Casa de Misericórdia e oito no Hospital Universitário, por mais 90 dias.


Nesta semana, a Prefeitura afirmou que avalia a abertura de novos leitos em outras unidades hospitalares, mas que depende da regularização de trâmites burocráticos, da aquisição de equipamentos utilizados em UTIs e, principalmente, da contratação de profissionais para atuar nesses leitos.


Também na terça, a prefeita Margarida Salomão (PT) assinou um termo de cessão para receber equipamentos hospitalares emprestados das prefeituras de Andrelândia, Mar de Espanha, São João Nepomuceno e Bocaina de Minas, para serem utilizados em novos leitos de UTI.

Muriaé

Conforme o Boletim Municipal de quarta, os hospitais de Muriaé estão com 63 pessoas internadas com suspeita ou confirmação da Covid-19. Deste total, 35 estão em UTIs, que chegou a 100% de capacidade no SUS.


Em divulgação, a Prefeitura informou que o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde de Muriaé, Marcos Guarino, esteve em uma reunião com a diretoria do Hospital São Paulo (HSP) para buscar formas de ampliar o número de leitos de UTI Covid-19.

De acordo com o provedor do HSP, Edivar Pereira de Almeida, uma das possibilidades é a utilização do sexto andar da instituição, o que pode viabilizar a criação de mais oito unidades de terapia intensiva.

"Estamos estudando o número de recursos humanos e equipamentos. Enquanto isso, vamos montar os leitos de suporte para ninguém ficar desassistido", afirmou.

O vice-prefeito e secretário de Saúde explicou que é possível ampliar as vagas gradativamente, de acordo com as necessidades.


"Temos que manter o quadro de internação atualizado para que possamos ir abrindo vagas, assim que a demanda for exigindo. Seria o mais viável", pontuou.


Uma nova reunião deve ocorrer para definir a questão e em caso de utilização do sexto andar do Hospital São Paulo para abertura de novas UTIs, pacientes clínicos internados na instituição poderão ser transferidos para outras unidades de saúde.


A Secretaria Municipal de Saúde também explicou que trabalha com a possibilidade de requisitar a utilização de unidades que estiverem ociosas em outras instituições.

Viçosa

Como consta no informativo de Viçosa publicado na quarta-feira (18), no Hospital São Sebastião (HSS), são ofertados 14 leitos clínicos, sendo que três estão ocupados por pacientes de Viçosa, dois suspeitos e um confirmado. A taxa de ocupação é de 21,4%. Na unidade hospitalar, consta ainda um leito de suporte respiratório disponível.


No CTI Covid do Hospital São João Batista (HSJB), todos os 10 leitos ofertados estão ocupados. São dois pacientes positivos de Viçosa e oito de outros municípios da região. A taxa de ocupação é de 100%.


Nos 18 leitos clínicos do mesmo hospital, também não há mais vagas. São 14 pacientes de outras cidades e quatro positivos de Viçosa. A taxa de ocupação é, também, de 100%.

Em nota, a Prefeitura informou que a partir de sábado (20), sete novos leitos de UTI estarão disponíveis no Hospital São Sebastião.

Santos Dumont

Desde segunda-feira (15), o Hospital Misericórdia de Santos Dumont atingiu 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 e não há mais vagas.


A unidade de saúde tem 12 leitos de UTI. No boletim mais recente, de quarta, apenas metade deles era ocupada por pacientes sandumonenses, enquanto outros seis leitos acomodavam pacientes da região. O G1 mostrou que, desde o início de março, seis pacientes de Juiz de Fora foram transferidos para tratamento na cidade.


A situação também ocorre nos leitos de enfermaria: na quarta, eram 13 ocupados, sendo sete de pacientes da região e seis de Santos Dumont.


O hospital, que é o único da cidade, aumentou neste mês o número de leitos de UTI para Covid-19, passando de 10 para 12, justamente para atender as cidades da microrregião de Juiz de Fora e da macrorregião Sudeste.

Leopoldina

A Casa de Caridade Leopoldinense, que atende pacientes na microrregião composta pelos municípios de Argirita, Leopldina, Palma e Recreio, atingiu 100% de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 na quarta, segundo o boletim diário do hospital.


A unidade de saúde tem 19 leitos de UTI para tratamento exclusivo da doença, sendo 17 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dois por convênio médico.


A Casa de Caridade também tem 35 leitos de enfermaria, e 18 estavam ocupados por pacientes com Covid-19 na quarta.

* Por G1 Zona da Mata.

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