• Jornal Esporte e Saúde

Ceam orienta as mulheres em situação de violência a buscar ajuda


O Ceam atende mulheres vítimas de violência no município de Macaé \ reprodução internet


Toda mulher, independente de classe, raça, etnia, orientação sexual (lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros de identidade feminina) em situação de qualquer tipo de violência de gênero e direitos contam, em Macaé, com o Centro Especializado de Atendimento à Mulher Pérola Bichara Benjamim (Ceam). O órgão, da prefeitura, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade, realizou 2.760 atendimentos no ano passado, quase o dobro da quantidade do ano de 2020. No entanto, Macaé não é um município de alto risco para a mulher viver, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). A coordenadora Geral de Políticas para as Mulheres, Jane Roriz, informou que Macaé não registra alto índice de feminicídio, conforme dados do ISP com base nos registros em decorrência da violência contra a mulher. Em 2020, foram 1.041 mulheres vítimas de violência no município, sendo seis registros de tentativa de feminicídio. Em 2019, 1.412 atendimentos e 3 tentativas; em 2018, 1.495 e 4 tentativas. Segundo Roriz, o aumento do número de mulheres atendidas tem a ver com a atuação do Ceam que leva conhecimento e acolhimento a todas as pessoas. O órgão atua em rede de proteção integrada e tem equipe multidisciplinar, conseguindo por fim aos riscos de violência na maioria dos casos atendidos. A assistente social Sandra Caldeira disse que o Ceam sempre atuou com o atendimento remoto, via telefone e email. Ela afirmou que a procura aumentou durante a pandemia de Covid-19, e também pelo fato de as pessoas estarem tomando conhecimento de que as denúncias podem ser feitas de forma anônima, sem ter que passar nenhum dado que identifique quem procura o órgão. A segurança da mulher é a principal preocupação do Ceam, que tem preparado a sociedade para denunciar e buscar ajuda para as mulheres vítimas de violência. Em trabalho conjunto com representantes da rede hoteleira, polo gastronômico, o comércio e a empresa 1001, o Ceam lançou uma campanha, em janeiro, em que preparou os funcionários desses estabelecimentos para que acionem a rede de proteção quando forem solicitados pela mulher que esteja em situação de violência. “Esta campanha é mais uma forma de segurança para a mulher. Afixamos cartazes nos estabelecimentos e realizamos oficinas de treinamento com os funcionários, para que saibam como agir nesses casos”, observou Roriz. Ela acrescentou que a mulher precisa ter atitude de prevenção com a sua vida e ficar atenta a qualquer sinal abusivo ou tóxico em sua relação que pode levar ao agravamento da violência. “Também é importante que quem está próximo à mulher em situação de violência denuncie. O Ceam está de portas abertas para passar as orientações de que há caminhos para não viver na violência. As pessoas precisam conhecer a rede de proteção à mulher de Macaé e buscar pelo atendimento”, destacou Roriz. A Lei 13.104/2015 inclui o feminicídio como crime hediondo no país. O ISP é o órgão responsável por acompanhar os crimes de violência contra a mulher, divulgar os dados e elaborar estudos sobre o tema. Conheça o Ceam O Ceam é um espaço de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência. Para receber o atendimento não precisa agendar, basta ir ao Ceam, que funciona à Rua São João, 33, no Centro de Macaé, e contar a situação que vivencia. Pode buscar ajuda também pelo telefone fixo (22) 2796-1045 ou celular (22) 99817-0976, números que toda mulher deve salvar na agenda. O contato também pode ser via o e-mail ceam@macae.rj.gov.br. Os órgãos parceiros que compõem a Rede de Proteção junto com o Ceam são os seguintes: Juizado de Violência Doméstica (JVD), Defensoria Pública, Ministério Público; Área Técnica de Vigilância à Violência (Atavi), Curso de Psicologia da Faculdade Católica Salesiana, 32º Batalhão da Polícia Militar (Patrulha Maria da Penha / Guardiões da Vida), 123ª Delegacia de Polícia Civil, Instituto Médico Legal (IML), Secretarias Municipais de Mobilidade, de Ordem Pública (Patrulha Maria da Penha / GM), Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito das Mulheres da Universidade Federal Fluminense (Nupedim/UFF), Programa Municipal Saúde do Homem (da Secretaria Municipal de Saúde), entre outros. * Jornalista: Elis Regina Nuffer \ Prefeitura de Macaé \ Secretaria de Comunicação Social

Coordenadoria de Jornalismo


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