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Castro diz que está ‘conversando’ para que decisão de retirar acampamento golpista no Centro do Rio

Já o prefeito Eduardo Paes anunciou que a prefeitura, ‘até a noite de hoje’, vai promover “a retirada de todos os objetos e barracas que ocupam o espaço público


O acampamento bolsonarista montado há semanas no Centro do Rio será desfeito até a noite desta segunda-feira (9). Em entrevista ao Bom Dia Rio, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que está “conversando” para que os golpistas saiam.

Nesta manhã, dezenas de barracas eram vistas na Praça Duque de Caxias, em frente à sede do Comando Militar do Leste. A área fica na Avenida Presidente Vargas, a mais movimentada do Centro — e a alguns metros da Central do Brasil, terminal dos trens de passageiros do Grande Rio, e do comércio popular da Saara.


Acampamento golpista no Centro do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

“Estamos falando com o Comando Militar do Leste (CML) desde ontem [domingo, 8]. Há uma recomendação do Ministério Público Federal neste sentido também. Mas aqui no Rio é diferente, pois eles não estão em uma via pública, mas em um espaço dentro do CML. Então estamos conversando para que a decisão seja cumprida”, disse Castro.


Tão logo a entrevista de Castro terminou, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou que a prefeitura, “até a noite de hoje”, iria promover “a retirada de todos os objetos e barracas que ocupam o espaço público tomado por manifestantes que atentam contra a democracia na Praça Duque de Caxias”.


Ato de caráter golpista no Centro do Rio fecha a Avenida Presidente Vargas no dia 15 de novembro — Foto: Reprodução redes sociais

O fim dos acampamentos golpistas em todo o país foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo dos atos antidemocráticos no Supremo Tribunal Federal (STF) — na mesma decisão, Moraes afastou Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal.


Na peça, Moraes determinou “a desocupação e dissolução total, em 24 horas, dos acampamentos realizados nas imediações dos Quartéis Generais e outras unidades militares para a prática de atos antidemocráticos e prisão em flagrante de seus participantes”.

Segundo o ministro, os bolsonaristas acampados cometeram os seguintes crimes:

  • atos terroristas, inclusive preparatórios;

  • associação criminosa;

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • golpe de Estado;

  • ameaça;

  • perseguição;

  • incitação ao crime.

A ordem de Moraes veio em resposta ao ato terrorista do domingo, quando bolsonaristas radicais arrombaram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF.


O acampamento do CML

Por pelo menos duas vezes, golpistas reunidos em frente ao CML interromperam a circulação dos bondes do VLT e afetaram o trânsito da Avenida Presidente Vargas. Um desses atos ocorreu em 6 de novembro, domingo seguinte ao segundo turno das eleições. Outro foi no 15 de novembro.


Desde então, o número de bolsonaristas radicais vinha oscilando, mas o acampamento jamais foi desfeito.

O g1 descobriu que a base serviu como esconderijo para a paraibana Wenia Morais Silva escapar de uma ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro da Operação Nero.


Ex-assessora do deputado estadual fluminense Renato Zaca (PL), a mulher foi identificada, mas, como permaneceu durante todo o dia dentro das barracas na calçada da instalação militar, os homens da PF destacados para essa missão decidiram não invadir o local, com receio do tumulto que poderia ser gerado.


Na avaliação das fontes ouvidas, Wenia tomou conhecimento da ordem de prisão e permaneceu no acampamento para dificultar o trabalho dos policiais, apostando que a polícia teria receio de criar um atrito com as Forças Armadas ao invadir o espaço.

Lá dentro, Wenia ainda conseguiria se misturar entre os demais manifestantes e fugir mais facilmente. Além disso, para quem está nas ruas da região, é impossível ver o que se passa no interior do acampamento, por conta das lonas todas amarradas.


Como o inquérito corre em sigilo, não foram detalhadas as suspeitas sobre Wenia.

* Por g1 Rio



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