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Carioca que se vacinou com AstraZeneca pode escolher tomar Pfizer na segunda dose


Secretário Municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, disse que escolha será possível nos postos mediante disponibilidade do imunizante


Vacina para a covid-19 Pinterest/Divulgação / reprodução internet.


Rio - O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou na manhã desta quarta-feira que o carioca que se vacinou com AstraZeneca poderá escolher tomar Pfizer na segunda dose, mediante disponibilidade. No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou a O DIA, na segunda-feira, que a intercambialidade do imunizante só deveria ser realizada pelos municípios caso ocorresse a falta da vacina AstraZeneca.

"A gente tem muita segurança que a vacinação heteróloga (elementos diferentes) com duas fabricantes diferentes seja positiva. Então, na cidade do Rio de Janeiro, as pessoas que tomaram a primeira dose de AstraZeneca que desejarem tomar a segunda dose com a Pfizer, podem procurar uma unidade de saúde e solicitar a segunda dose com a Pfize*. Isso* pode ser feito, essa intercambialidade sem problema nenhum", disse Soranz.

"No momento, a gente tem estoque de AstraZeneca também para fazer a segunda dose, mas caso seja muito importante para aquela pessoa fazer uma outra vacinação de outro fabricante, no caso de AstraZenca de Pfizer, tá liberado em todas as unidades de saúde conforme o decreto do estado e conforme também a regulamentação do próprio município. A gente espera que seja um número bem pequeno de pessoas, mas se for necessário está totalmente liberado. O importante é que a pessoa tome a segunda dose", acrescentou.


A reportagem de O DIA entrou em contato com a SES para saber se houve alguma mudança na determinação ou se a Prefeitura do Rio estaria descumprindo alguma regra.


O governo federal emitiu uma nota técnica recomendando a estratégia "em situações de exceção" no final de julho. O Ministério da Saúde fez essa recomendação para todos os estados do país, acompanhando a orientação da OMS sobre o assunto. Há estudos sendo realizados na Europa para verificar se a estratégia de intercambialidade mantém a efetividade da vacinação.


A presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia-Rio, Tania Vergara, afirmou que ainda não há estudos robustos que mostrem a eficácia sobre intercambialidade de vacinas. Porém, há países que já vem fazendo por motivos diversos.

"O exemplo foram os países que optaram em fazer Pfizer em mulheres abaixo de 50 anos e que haviam tomado a primeira dose de AstraZeneca. Aqui mesmo já temos feito essa intercambialidade em gestantes. O melhor, à luz do conhecimento dos estudos seria fazer as duas doses com a mesma vacina, exceto se houvesse alguma contraindicação. Entretanto, se houver falta de algum dos imunizantes, é melhor fazer vacina diferente do que não vacinar".


Soranz, que esteve presente na inauguração do mais novo ponto de vacinação contra a covid-19, no Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) no Centro do Rio, também falou sobre o decreto em que a Prefeitura do Rio tornou obrigatório a imunização para servidores públicos do município.

"A vacinação protege o servidor e as pessoas com quem ele convive. Então é muito importante que o servidor se vacine e cobre dos demais. E quem não se vacinar, vai responder um inquérito administrativo e pode até perder sua função pública".


A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial. A obrigatoriedade deverá ser fiscalizada pelos titulares dos órgãos e entidades da administração.

O decreto diz que "a recusa, sem justa causa", de se imunizar irá caracterizar "falta disciplinar, passível de sanções", conforme prevê a Lei municipal nº 94, de 14 de março de 1979. De acordo com a lei, são possíveis punições a funcionários públicos: advertência; repreensão; suspensão; multa; e demissão, a depender da gravidade da infração.


* https://odia.ig.com.br/Jessyca Damaso.



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