• Jornal Esporte e Saúde

Brincadeiras marcam do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


Crianças com necessidades especiais e seus familiares participaram das atividades na manhã desta sexta


Escorregador, bambolê, bolinha de sabão, jogo de futebol... Teve de tudo um pouco na celebração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, promovida de forma lúdica na manhã desta sexta-feira (3). Crianças portadoras de necessidades especiais, e seus familiares, participaram de várias atividades organizadas pela Divisão Especial de Fisioterapia e Reabilitação da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, no Parquinho da Lagoa, próximo ao Beco das Artes, na entrada da Praia do Pecado.


Uma dessas crianças é o Nathan, de apenas 10 anos. Portador de paralisia cerebral, ele faz fisioterapia, fonoaudiologia, equoterapia, psicomotricidade e outras terapias pelo sistema público de saúde. “Ele vem sendo acompanhado desde seu primeiro ano de vida. Quando ele nasceu, o médico não deu garantias de que ele iria enxergar ou andar. Eu já tinha na mente que meu filho iria usar cadeira de rodas, mas começou a andar aos 3 anos de idade. Hoje está aí, compreende tudo o que a gente fala. Eu o considero um milagre”, conta a mãe de Nathan, Vanuza Laurett.



Responsável pela Divisão Especial de Fisioterapia e Reabilitação, Nichollas Augusto comemorou a ação que teve como objetivo apresentar demandas essenciais a esse público. “Esse é o primeiro evento que promovemos nesse sentido. Quando falamos sobre pessoas com deficiência, englobamos deficiências neuromotoras, sensoriais e cognitivas. E a ideia é falarmos sobre políticas públicas voltadas para quem precisa. Estamos estudando a possibilidade de trazer para Macaé o Centro Especializado em Reabilitação (CER), com a Oficina Ortopédica, e vamos, também, indicar um representante para a retomada das atividades do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, observa Nichollas.



O secretário municipal de Esporte, Marvel Maillet, também falou sobre a atuação do esporte no tratamento e desenvolvimento das pessoas com necessidades especiais. “Educação Física é saúde. Participamos com nossos profissionais e mantemos projetos como as aulas de judô, no Sentrinho, que tem auxiliado muito as pessoas. Nossos profissionais são habilitados para trabalhar com esse público”.



Participaram da programação profissionais de Educação Física e de outras áreas da Saúde, como os especialistas que atuam na Casa da Criança e no Programa de Equoterapia. Thiago Franco, coordenador do Programa que funciona no Parque de Exposições Latiff Mussi, explica que atualmente o serviço atende a 115 praticantes e existe a expectativa de aumentar esse número. “Estamos buscando a possibilidade de ter novos profissionais para atender um público maior, pois o espaço tem capacidade de ter até 183 praticantes”, explicou.



Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Lúcia Anglada, uma das responsáveis pelo movimento Motivados pelo Autismo Macaé, o Mopam, também participou do evento e falou sobre a necessidade de informar cada vez mais a população sobre as pessoas com deficiências aparentes e ocultas. Segundo as pesquisas, 1% da população é autista, o que leva a crer que, dos 260 mil habitantes em Macaé, 2.600 são autistas.



“Pelos registros, nos nossos grupos de mensagens instantâneas, temos 600 famílias com autistas no município. Onde estão os outros? A pessoa com deficiência está nos ônibus, nos esportes e em vários lugares. Hoje é um dia importante, pois a pessoa com deficiência, no Brasil, ainda é invisível. Não existe apenas a pessoa com deficiência, mas sim, uma família. É uma pessoa que, antes de tudo, é um cidadão, paga impostos e usa o SUS. Eu tenho um filho de 20 anos, com autismo severo, que não fala, mas quando a pessoa olha para ele, não vê a sua deficiência. Minha missão é ajudar as famílias e lutar por políticas públicas para Macaé”, explica Lúcia.



Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – Celebrado a cada 3 de dezembro, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é promovido pelas Nações Unidas desde 1992, com o objetivo de proporcionar uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem-estar destas pessoas.

* Jornalista: Carla Cardoso / Fotos: João Barreto.

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