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Brasil renova, convence e cumpre objetivos na Liga das Nações

Testes dão certo, novatas brilham, estrelas confirmam boa fase e Brasil alcança as principais metas da 1ª fase da Liga: classificação confortável e renovação encaminhada; americanas são favoritas

A seleção feminina de vôlei do Brasil cumpriu muito bem os objetivos na primeira fase da Liga das Nações: conseguiu bons resultados, com dez vitórias e apenas duas derrotas, e também rodou bem as jogadoras, fazendo testes importantes, dando descanso para algumas estrelas e abrindo as portas para atletas que estão na primeira convocação.


Brasil faz boa campanha na Liga das Nações — Foto: Divulgação/FIVB

A renovação de 2021 para 2022 foi a maior vista desde o início do trabalho de José Roberto Guimarães, há 19 anos. As mais experientes do grupo medalhista olímpico em Tóquio não estão com o elenco esse ano, pelos mais variados motivos: Natália, Tandara, Fê Garay, Camila Brait e Carol Gattaz. As estrelas do time atual são Gabi, Carol, Rosamaria e Macris, que passaram de nomes importantes do time para serem líderes, dentro e fora da quadra.


Mas o que se viu nessas 12 rodadas de Liga foi um desempenho muito bom das brasileiras que estão ainda no início da carreira pela seleção. Kisy foi muito bem na posição de oposta, as centrais conseguiram fazer ótimas duplas com Carol (Diana, Lorena e Julia foram os destaques), Nyeme é uma das melhores defensoras da competição e Julia Bergmann, muito bem na recepção e no ataque, e Pri Daroit foram importantes na ponta.


Carol é a estrela da seleção até o momento — Foto: FIVB

Ainda há muito o que melhorar, como foi visto nas derrotas para os EUA e Itália, mas aqui vale lembrar: é sempre muito bom conquistar o título, mas nenhum país que venceu a Liga (e o antigo Grand Prix) foi campeã mundial no mesmo ano. O troféu é muito importante, mas o essencial é jogar bem e, até o momento, a seleção está atingindo o objetivo

As americanas, atuais campeãs olímpicas, parecem como favoritas ao título da Liga e também do Campeonato Mundial, apesar da derrota para as japonesas. A Itália, outra equipe que venceu o Brasil, não foi tão regular, não tem um elenco tão consistente, mas fez uma campanha convincente. Japão e China brigam por fora pelo título, junto com a Turquia, que jogará em casa.


Brasil perdeu para os EUA — Foto: Divulgação/FIVB

O Brasil foi evoluindo durante as semanas da Liga e chega como candidata ao pódio na fase final, mas abaixo de EUA e mais ou menos no mesmo nível da Itália. O time titular deve ser Gabi e Rosamaria na ponta, Kisy como oposta, Macris levantadora, Nyeme de líbero e as centrais Carol e Julia (Diana fez uma cirurgia e não jogará as finais da Liga). Uma ótima mistura das estrelas com as novatas.

A Liga das Nações serve para testes mas, quando os resultados não chegam, a pressão sobe, como foi visto com a seleção masculina. José Roberto conseguiu unir muito bem os testes e a renovação com as vitórias dentro de quadra e equipe passou sem grandes sustos para a próxima fase.

* https://ge.globo.com/Por Guilherme Costa — São Paulo




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