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Blocos não têm intenção de cumprir exigências da portaria da Riotur, diz presidente da Sebastiana


O Bloco Vem Cá Minha Flor desfilou pelas ruas do centro do Rio no último domingo Foto: Márcio Alves / Marcio Alves.


RIO - A presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, disse que os blocos não chegaram a calcular o orçamento que seria necessário para cobrir as novas exigências do Corpo de Bombeiros, porque não têm intenção de cumpri-las. Segundo ela, o objetivo da reunião desta quarta-feira com representantes da corporação e do Ministério Público é tentar chegar a um consenso do que é razoável para todas as partes.


O Corpo de Bombeiros diz que as requisições são exigências legais e que "não insere qualquer condição que não seja uma determinação estabelecida em lei".


As exigências dos bombeiros para blocos que atraiam mais de 5 mil pessoas, publicadas em uma portaria da Riotur no Diário Oficial, fizeram com que os representantes dos blocos de rua tivessem que tentar buscar um acordo. Por isso, está marcada para a manhã desta quarta-feira uma reunião entre representantes do carnaval de rua do Rio com bombeiros e o MP.


Rodrigo Rezende, presidente do Amigos do Zé Pereira, disse que a portaria "não ficou clara". Para ele, as exigências listadas são impossíveis de serem cumpridas tanto financeiramente quanto burocraticamente.


Para os blocos com mais de 5 mil pessoas, o Corpo de Bombeiros exige que o evento tenha duas UTIs móveis e, pelo menos, um posto médico com quatro macas, dois médicos e dois enfermeiros. As UTIs móveis devem ter um médico, um enfermeiro e um motorista, de forma independente do posto médico.


A portaria da Riotur estabelece que o prazo para apresentação de toda a documentação é até o próximo dia 17. Os blocos que descumprirem as exigências expressas na portaria terão o pedido de inscrição indeferido para o carnaval do próximo ano.


*Estagiária sob supervisão de Luciano Garrido.


* Extra/Globo/* Isabela Aleixo.

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