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Análise: Fluminense anula o São Paulo no Morumbi e sobe próprio sarrafo na estreia no Brasileirão

Flu joga melhor em empate em 0 a 0 fora de casa e mostra que pode encarar favoritos ao título de igual para igual. Porém, Roger ainda precisa acertar momento e peças para as substituições


O Campeonato Brasileiro começou logo com uma pedreira para o Fluminense: enfrentar o São Paulo, atual campeão paulista e um dos favoritos ao título, dentro do Morumbi. Porém, quem esperava uma derrota ou sufoco do Tricolor carioca se surpreendeu com o placar de 0 a 0 e com o que se viu em campo. Quando a bola rolou, o time de Roger Machado anulou o rival em 85 dos 90 minutos e só não saiu com a vitória porque Tiago Volpi não deixou. Mas foi o suficiente para subir o seu próprio sarrafo na Série A e comprovar que consegue jogar dessa maneira de igual para igual com qualquer um.


Jogadores do Fluminense subiram o sarrafo após atuação: é daí para cima — Foto: Marcos Ribolli

Exceto por Fred, preservado em função de uma gastroenterite, o time repetiu a formação e a consistência que apresentou contra o River Plate na Argentina, pela Copa Libertadores. Foi brilhante nos primeiros 45 minutos e mais efetivo na maior parte do tempo. Enquanto o São Paulo tinha a posse de bola, mas com um domínio ilusório, o Fluminense detinha o controle real do jogo: teve o dobro de finalizações (12 a 6) e cinco chances claras de gol (incluindo um pênalti) contra apenas uma do adversário, obtida já nos acréscimo da etapa final.

Samuel Xavier e Egídio fizeram mais uma grande exibição – sim, o lateral-esquerdo também se destacou, mas só até os minutos finais, quando empurrou Rojas na área e cometeu um pênalti não visto pelo árbitro e pelo VAR, além de tê-lo deixado livre na área nos acréscimos. Caio Paulista e Gabriel Teixeira também foram importantes na cobertura dos laterais e no ataque, cada um teve uma chance de marcar. E Abel Hernández substituiu à altura o ídolo Fred, movimentando-se bastante, fazendo bem o pivô e aparecendo para finalizar. Aproveitou a brecha para mostrar que merece mais chances.


Roger parece ter encontrado uma forma eficiente de jogar, que muitas vezes abre mão da posse de bola, mas conseguindo ter volume ofensivo e ser eficiente para defender. Tanto que, depois de 11 partidas seguidas, o time voltou a terminar um jogo sem sofrer gol – a última vez havia sido na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo em abril no Carioca. Por outro lado, nessa "nova formação" o técnico ainda não acertou as peças e o momento certo para fazer as substituições.

No Morumbi, Roger colocou todos os reservas para aquecer aos 40 minutos do primeiro tempo. Não mexeu no intervalo, deu um voto de confiança e viu sua equipe voltar com a mesma pegada no segundo tempo, com direito a uma chance cara a cara de Gabriel Teixeira e Volpi. Mas o time foi cansando, e o técnico só foi fazer suas primeiras alterações aos 28 minutos, com Kayky e Bobadilla. Deixou Nenê em campo até os 38 e não deu nem tempo de Cazares, que entrou em seu lugar, ficar quente. Luiz Henrique também substituiu Biel aos 39.


Cazares precisa entrar mais cedo nos jogos para mostrar servço — Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

Pelo segundo jogo seguido, Roger demorou a mexer. Cazares ou Ganso precisam ter mais tempo em campo para mostrar serviço quando acionados, e o ex-titular Kayky é outro que não pode tardar tanto a entrar. Se o problema para colocá-lo é tirar o Caio Paulista, que mantém o pique em boa parte do segundo tempo, o ideal é começar a prepará-lo também para atuar pela esquerda, tornando-se uma alternativa para renovar o fôlego pelo lado do Gabriel Teixeira.

Na ausência de Fred, Nenê foi o capitão e perdeu o pênalti — Foto: Marcos Ribolli

O Fluminense retorna ao Rio de Janeiro neste domingo, e os jogadores se reapresentarão na tarde de segunda-feira no CT Carlos Castilho. O time tricolor volta a campo pelo Brasileirão no próximo domingo, quando receberá o Cuiabá às 11h (de Brasília) no Maracanã. Antes, porém, o Tricolor joga no estádio em sua estreia na Copa do Brasil: recebe na quarta-feira o Bragantino às 21h30 (de Brasília).

* https://globoesporte.globo.com/Por Thiago Lima — Rio de Janeiro.


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