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Análise: em jogo duro, com placar elástico, Vasco quebra barreiras dentro e fora de campo

Time encontra dificuldades, mas supera limitações e marcação do Operário após mudanças de Maurício Souza, em noite de uma série de homenagens à causa contra a homofobia

Dificilmente, quem não acompanhou o jogo vai acreditar que a vitória por 3 a 0 sobre o Operário, nesta sexta, em São Januário, foi uma das partidas mais difíceis do Vasco na Série B. Diante de uma atmosfera contagiante das arquibancadas, o time encontrou um adversário complicado, esbarrou em suas velhas limitações ofensivas, mas teve méritos de encontrar soluções e construir um placar elástico nos minutos finais.

Foi um Vasco com dificuldade na criação, mas valente como sempre e que cedeu raras chances ao adversário. Errou muito, mas não desistiu e ousou nas substituições de Maurício Souza. O time terminou a partida com postura e formação mais ofensivas e foi premiado com três gols, todos com origem de bolas paradas.


Jogadores do Vasco comemoram gol de Palacios — Foto: André Durão

Para a torcida, no entanto, se jogou bem ou mal parece pouco importar nesse momento. Mais uma vez os vascaínos deixaram São Januário com um sorriso de orelha a orelha. Foi uma noite de festa e também de homenagens à causa contra a homofobia, para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. O time entrou em campo com fogos nas cores do arco-íris, além de fumaça colorida e bandeiras e faixas do movimento.


vasco, operário, são januário, LGBTQIA+ — Foto: André Durão

Início sem brilho

A bonita festa da torcida contrastou com a exibição do time no primeiro tempo. Apesar de partir para cima nos primeiros minutos, o Vasco não encaixou ofensivamente. Espaçado, parou na boa marcação do Operário. Pec e Figueiredo ensaiaram algumas boas jogadas, mas não furaram o bloqueio do time paranaense. Isolado, Getúlio pouco recebeu a bola. Tanto que o Vasco não teve sequer um lance perigoso nos primeiros 45 minutos.

Diante do cenário, o técnico Maurício Souza, estreante em São Januário, parecia insatisfeito com a produção ofensiva de sua equipe. Inverteu Pec e Figueiredo de lados duas vezes somente na primeira etapa. Pouco adiantou. Técnica e taticamente não foi um bom primeiro tempo. Yuri, Andrey e Figueiredo foram os poucos que se salvaram.

Mudanças e três pontos

O segundo tempo começou com uma bola no travessão em chute do Giovani Pavani, do Operário. Com o susto e um panorama ofensivo semelhante ao do primeiro tempo, Maurício resolveu mexer. Inquieto, buscou soluções. Primeiro trocou Getúlio por Palácios e testou uma formação inédita, com Figueiredo como centroavante. O Vasco continuou com dificuldades.


Quintero, vasco, são januário — Foto: André Durão

Aos 30 minutos, mais duas mudanças. Gabriel Pec e Yuri deram lugar a Raniel e Juninho. O time cresceu, a pressão aumentou e o primeiro gol saiu. Após cruzamento de Nenê, Quintero desviou de cabeça e abriu a porteira em São Januário, aos 34 minutos.

Com a vantagem e a arquibancada ensandecida, o jogo que era difícil ficou à feição do Vasco. Nenê ampliou em cobrança de pênalti, mas a cereja do bolo ficou para os acréscimos. Palácios marcou um golaço em cobrança de falta, seu primeiro no futebol brasileiro. Festa para o chileno em campo, festa em São Januário, e a convicção de que o Vasco encontrou sua identidade como time e seu rumo na busca pelo acesso.

* https://ge.globo.com/futebol/Por Marcelo Baltar — Rio de Janeiro


Divulgação:



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