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Análise: com Diniz, Vasco se impõe e atua como time grande, mas erros bobos custam caro

Análise: com Diniz, Vasco se impõe e atua como time grande, mas erros bobos custam caro


Demorou 24 rodadas, mas, enfim, o Vasco atuou como time grande na Série B. Ao impor um estilo de jogo, ainda incipiente dado a somente quatro dias de trabalho, o técnico Fernando Diniz apontou caminhos para uma melhora de rendimento na luta pelo acesso à Série A.

A equipe carioca controlou o jogo até os 46 minutos do segundo tempo, quando uma vitória que parecia certa virou empate. Erros bobos determinaram o 1 a 1 com o CRB e, mais uma vez, custaram preciosos pontos.


Pec desperdiçou chance de fazer o 2 a 0 contra o CRB — Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

A noite foi de estreias. Além de Diniz, Nenê. Os dois foram bem. O treinador conseguiu recuperar virtudes esquecidas e começar a implementar a sua maneira de jogar. Nada de outro mundo, frise-se. O meia agregou qualidade, com dribles e passes precisos, e soube dar velocidade ou cadência às jogadas. Cobrou o escanteio que gerou o gol de Cano. Ao cansar, saiu, e o Vasco perdeu o seu diferencial.


Nada disso, porém, resistiu a erros capitais. Aliás, o Vasco virou especialista em facilitar a vida dos seus adversários. Com 1 a 0 no placar, aos 35 da etapa final, Andrey roubou bola no campo de defesa. Avançou. Serviu Pec. Dentro da área, sem marcação, o atacante desperdiçou. Era a chance de matar o jogo.


Depois, nos acréscimos, Bruno Gomes tomou uma decisão errada ao tentar proteger a bola, no campo defensivo, rente à linha lateral. Ele esperava receber uma falta. Foi desarmado. E a jogada fluiu até o gol de Renan Bressan. São 10 falhas, individuais ou coletivas, que culminaram em gols rivais na competição. Nenhum time resiste a isso, ainda mais um com as fragilidades do Vasco.


Diniz mandou a campo Ricardo Graça e Nenê como novidades. De resto, manteve a base. Teve a coragem de tentar não só propor o jogo, mas mexer em problemas crônicos. O time se portou melhor. Acertou o posicionamento. Esteve mais compactado e, ao marcar no 4-4-2, deixou menos espaços. Com movimentação interessante, conseguiu marcar adiantado, algo nunca mais visto desde o começo do trabalho de Marcelo Cabo. Isso dificultou a saída do CRB, que praticamente não ameaçou. Não à toa o Vasco teve 24 desarmes, superior a sua média de 16 por partida.

Verdade que tomou susto nas bolas cruzadas para a área. Foi assim no gol anulado pelo VAR - impedimento de Caetano. Mas resistiu. Não foi envolvido como era nas rodadas anteriores antes da saída de Lisca. E comandou a partida. Determinou como as ações iriam transcorrer. Só que isso, para o atual Vasco, não basta.


Exemplo: o time ainda erra muito. As opções no banco são escassas, o que levanta luz sobre a formação do elenco por parte da direção. E algumas peças precisam melhorar individualmente, como Marquinhos Gabriel e Léo Jabá.


Faltando 14 rodadas, o Vasco ainda está oito pontos atrás do G-4. Mesmo com a melhora, o futebol apresentado coloca muitas dúvidas no sucesso. Precisará fazer o que ainda não fez.

* https://ge.globo.com/futebol/Por Hector Werlang — Rio de Janeiro.

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