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Aluna da rede municipal de Macaé é premiada


Talita Costa, de 11 anos, recebeu o I Prêmio Nacional de Literatura

Foto: Divulgação / Arquivo pessoal / reprodução internet.


Mesmo com recesso escolar, estudantes da rede municipal continuam se dedicando à leitura, escrita e às artes. É o caso da aluna do 6º ano do Colégio Municipal Botafogo, Talita Costa Pereira, de 11 anos, que recentemente recebeu o I Prêmio Nacional de Literatura promovido pela Academia Jovem de Letras de Campos de Jordão, em São Paulo. Ela concorreu com jovens representantes de 70 municípios do país, na faixa de 11 e 13 anos.

A premiação da poesia "Livro da Realidade" rendeu moção de aplausos na Câmara Municipal, de autoria do vereador Guto Garcia, e reconhecimento como uma das principais promessas da literatura do país. Talentosa, a menina também está inscrita no Encontro do Patrimônio Fluminense, com o poema "Meu boi, meu brinquedo", que defende a cultura do Boi Pintadinho, centenária em Macaé. Já em 2020, Talita conquistou o primeiro lugar ao participar do 10º Encontro do Patrimônio Fluminense, com o poema "Quarentena e sentimentos", na categoria infantojuvenil, tanto pelo voto popular quanto pelo júri técnico. Em março deste ano, foi uma das crianças leitoras selecionadas para participar do projeto "Alô Narrativas Negras", onde interagiu com as escritoras Sônia Rosa, Simoni Mota e Daiana de Souza Andrade, que inclusive também é macaense. Os eventos aconteceram no formato virtual. "Gosto de escrever, ler, expressar sentimentos. Amo livros de aventura e mistério, filmes e séries, gravar vídeos e tirar fotos, além de cozinhar, brincar de boneca e viajar. Me inscrevi no concurso por incentivo do amigo da família, o Mestre Dengo", destaca Talita, mesmo tendo como disciplina preferida a matemática e querer ser veterinária. A mãe, a professora Tatiana Costa de Souza Pereira, se emociona ao lembrar que desde os seis anos a filha gosta de escrever, jogar capoeira, sambar e de preparar algumas receitas doces. "Como professora, sei que o gosto pela leitura e o processo de escrita não ocorrem naturalmente. Dependem de oportunidades, acompanhamento, contato com obras. Além disso, precisa fazer sentido, apresentar valor social que converse com os interesses das crianças e jovens da atualidade. Visto dessa perspectiva, Talita não é exceção", ressalta.



* Jornalista: Joice Trindade / Prefeitura de Macaé\Secretaria de Comunicação Social\Coordenadoria de Jornalismo.


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