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  • Foto do escritorJornal Esporte e Saúde

Acúmulo de gordura na barriga é sinal de alerta para o risco de ter câncer

Estudo conduzido no Reino Unido relacionou a maioria dos tumores ao sobrepeso e à obesidade


Estudo associa obesidade a um risco aumentado de câncer de mama após a menopausa

ITACI BATISTA/ESTADÃO CONTEÚDO


Um novo estudo, publicado nesta segunda-feira (12) na revista Cancer Cell, reforça a relação entre a obesidade e o risco aumentado de desenvolver câncer, mas, pela primeira vez, mostra como a localização da gordura pode tornar mais alta essa probabilidade.


De modo geral, os autores associaram todos os tipos de câncer, exceto os cerebrais, cervicais e testiculares, à obesidade.


Eles constataram, após análise de dados de mais de 500 mil residentes no Reino Unido com idade entre 37 e 73 anos, que o risco do câncer de mama só aumenta em mulheres após a menopausa.


"O mais notável é que a obesidade é apenas um fator de risco para câncer de mama após a menopausa, provavelmente devido à mudança na produção de estrogênio em associação com a menopausa", comentou em comunicado a autora sênior do estudo, Åsa Johansson, da Universidade Uppsala, na Suécia.


Os pesquisadores descobriram ainda que, quanto maior a proporção de gordura abdominal, maior é o risco de câncer esofágico (carcinoma de células escamosas do esôfago) em mulheres.


"A gordura armazenada no abdômen é considerada mais patogênica em comparação com a gordura subcutânea", acrescenta a pesquisadora.


Ainda em pacientes do sexo feminino, o acúmulo geral de gordura estava ligado a um risco elevado de câncer de vesícula biliar e de endométrio.


Já os homens obesos apresentavam maior propensão a desenvolver câncer de mama, de fígado e renal.


O estudo serve como mais um alerta em relação ao perigo da obesidade para a saúde ao longo dos anos.


"Dadas as taxas crescentes de obesidade em todo o mundo, ela é agora o fator de risco de crescimento mais rápido para o perigo geral de câncer. Medidas para prevenir e reduzir a ocorrência de obesidade e sobrepeso são, portanto, altamente motivadas. No entanto, é importante considerar que a redução de peso não elimina o risco de câncer", afirma o primeiro autor do estudo, Mathias Rask-Andersen, também da Universidade Uppsala.


Agora, o grupo de pesquisadores pretende avançar em novas pesquisas que tragam respostas sobre os mecanismos moleculares subjacentes aos achados, incluindo os fatores de risco genéticos e ambientais para o câncer, que variam ao longo da vida de um indivíduo.


* SAÚDE | Do R7


Divulgação:



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