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A Laserterapia no processo de cicatrização de feridas crônicas


Foto: divulgação.


Sabe aquelas feridas crônicas que normalmente demoram anos para serem curadas? Aquelas que comprometem a qualidade de vida da pessoa, pela dor, dificuldades de locomoção, processo infeccioso crônico, odores e uso de medicamentos prolongados. A exemplo das feridas em pés diabéticos, lesão por pressão em idosos, úlceras vasculares, feridas operatórias, queimaduras, são situações que afetam a qualidade de vida e podem levar a hospitalizações devido complicações das feridas.


Para esses casos, a tecnologia já avançou a favor da saúde. A evolução constante dos conhecimentos em saúde e o aprimoramento dos recursos tecnológicos, aliados ao tratamento humanizado possibilitaram terapias menos invasivas e que oferecem maior conforto ao paciente. Práticas conhecidas e desenvolvidas para outras finalidades são agora empregadas para tratamento ou controle de doenças com características distintas. Esse é o caso da laserterapia.


A terapia com laser é um importante aliado no processo de cicatrização de lesões e de processos inflamatórios, além da melhor cicatrização evita uma série de amputações e dores que uma ferida pode provocar.


A enfermagem desenvolve um papel importante na assistência ao paciente portador de feridas agudas ou crônicas, em especial o Enfermeiro, portanto é fundamental a habilitação para aplicar novas terapias e tecnologias em curativos e, assim, conquistar melhorias na qualidade de vida das pessoas com a integridade da pele prejudicada.


O Enfermeiro Dermatológico André Lopes, diretor da Clínica In Laser, em Macaé, explica que a Laserterapia de Baixa Intensidade para tratar feridas é uma técnica segura e eficaz, no tratamento complementar avançado de feridas de diversas etiologias como a venosa, arterial, diabética, queimaduras, cirúrgicas, deiscências, traumáticas, dentre outras.


“O tratamento envolve a utilização do laser, mas também todo os demais cuidados com a lesão, como limpeza correta da ferida, debridamento (que é a retirada do tecido morto/desvitalizado), utilização de produtos e coberturas (que são as pomadas e afins), além de toda a orientação ao paciente e suporte durante o tratamento, como realização dos curativos em casa de forma correta, mudança no estilo de vida, boa alimentação, controle da diabetes e hipertensão“, ressaltou o enfermeiro capacitado em fotobiomodulação (LASERs E LEDs terapêuticos) e mestre em terapia intensiva, com ênfase em tratamento de feridas.


A Laserterapia é totalmente indolor e consiste na irradiação sobre a ferida, de energia luminosa que é absorvida pelas células provocando estimulações biológicas que torna mais rápida a cicatrização de lesões crônicas, como aquelas comuns em diabéticos e que muitas vezes geram infecções.


Em 1965, o Laser começou a ser utilizado nas práticas terapêuticas, utilizando baixas potências e pequeno poder de penetração. Com o passar do tempo o Laser evoluiu tornando-se um recurso e grande aliado no tratamento de feridas e consiste na aplicação da radiação através de sua luz, que penetra e atua na aceleração do processo de cicatrização em vários tipos de feridas, sendo limpas (sem presença de agentes infectantes) ou contaminadas (colonizada por vírus, bactérias, fungos ou outro agente).


Foto: divulgação.


“Portanto, a Laserterapia promove efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, cicatrizantes e antiedematosos”, concluiu, André Lopes.

* Monalisa Fagundes / Assessora de Comunicação & Imprensa / MF Extrema Comunicação Integrada.




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