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A influência da internet nas discussões políticas

A liberdade de expressão proporcionada pela internet tem influenciado as discussões sobre política


Foto arte: Reprodução / https://www.inforrede.com.br/


O uso da internet como espaço para discutir assuntos do meio político e de interesse público tem crescido muito nos últimos anos. A liberdade de expressão individual possibilitada por essa mídia tem atraído cada vez mais pessoas às discussões sobre temas políticos. Através dos blogs, sítios de rede sociais (Orkut, facebook) e de interação (twitter) as pessoas vêm se manifestando e criando vínculos de discussões que têm se espalhado pela rede e influenciado nas decisões do campo político.


No dia 17 de setembro, a Câmara dos Deputados aprovou as emendas propostas pelo Senado, que regulam o uso da internet nas eleições de 2010. Logo após as mudanças e até mesmo durante a votação das emendas, alguns senadores manifestaram suas opiniões através do Twitter. As respostas e críticas aos políticos e às regulamentações também aconteceram quase de maneira instantânea na rede.


Controle da web


Nas reformas propostas para a eleição 2010, a regulamentação do uso da internet no período das campanhas eleitorais foi o assunto que mais gerou discussão na rede. Isso aconteceu pelo fato dos debates entre os candidatos na web terem que seguir os mesmos critérios da TV e do Rádio, mídias consideradas totalmente diferentes. Outro fator que levou a discussão e reflexão foi a proposta inicial do senador Eduardo Azeredo que previa um maior controle da web durante o período eleitoral, mas esse projeto não foi aprovado.


Para o professor da UFG doutor em Ciências da Comunicação e diretor do Instituto Signates de Pesquisa e Consultoria Política, Luiz Signates, determinar as mesmas regras para a internet só vai gerar mais trabalho para o judiciário e o ministério público eleitoral. Ele acredita que isso não vai acrescentar nada para as eleições.“Se as autoridades se dedicassem exclusivamente às questões da fiscalização financeira das campanhas eleitorais, e deixassem livre a comunicação política, os resultados seriam muito melhores para o aperfeiçoamento da nossa democracia”, opina Signates.


O desconhecimento de alguns políticos sobre as ferramentas da web e o medo que eles possuem dos efeitos destrutivos sobre as imagens públicas é o que gera propostas de regulamentação das diversas tecnologias de comunicação, de acordo com Luiz Signates. “Se os nossos políticos tremem de medo das organizações televisivas, cujo controle está nas mãos de uns poucos grupos econômicos e familiares, imagine o que eles sentem ao perceber o surgimento indiscriminado de um novo meio, pelo qual, potencialmente, qualquer pessoa possa ter acesso e dizer rigorosamente o que quiser”, defende.


Mobilização

Um outro exemplo recente de manifestação na rede é a campanha "Fora Sarney" no Twitter, que envolve anônimos e celebridades. Com ela se pôde discutir os atos secretos e inclusive fazer uma pressão para que o presidente do Senado renunciasse o cargo. Esse movimento foi além dos posts do twitter, ganhou as ruas com passeatas e protestos em diversas cidades pelo país. Isso demonstrou a força das mobilizações pela internet. Segundo Luiz Signates, o uso da internet para exercício da democracia não envolve apenas tecnologia, mas também é uma questão de cultura política. Para ele, é preciso haver uma compreensão da classe política e da sociedade com relação a esse espaço fornecido pela internet. “Vejo a classe política diante da internet na condição do personagem da anedota, que ouviu a coruja piar, mas não sabe onde”, brinca o professor.


* Fonte: UFG / Por Katherine Alexandria





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