• Jornal Esporte e Saúde

A experiência de uma médico ao se contaminar com Covid

O cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb contraiu a doença após atender um atleta em recuperação e relata a dificuldade até para segurar uma xícara de café



Nabil Ghorayeb - Cardiologista e Médico do Esporte

Foto: Divulgação


Com mais de 70 anos, esportista amador regular, ex praticante de basquete e ainda adepto de exercícios físicos, com orientação profissional de um educador físico, Dr. Nabil tomou a primeira dose da vacina em janeiro, porém, depois de atender atleta profissional pós COVID, acabou por se contaminar.


Sem dúvida o fato de ter sido vacinado fez com que a infecção, principalmente dos pulmões, não fosse tão pesada, e essa reação inflamatória sem pneumonia secundária, foi controlada. A sensação de fraqueza, falta de vontade até de andar no quarto é algo muito evidente e desanimador.


Incrível que mesmo sem febre, era necessário muito esforço para segurar uma xícara de café que fosse, tamanha era a falta de força e apetite, mesmo para quem sempre praticou atividade física. Seguramente, um paciente com comorbidades, desde obesidade, hipertensão arterial, diabetes e outras doenças cardiovasculares e pulmonares vai ter muito trabalho para compensar a doença e se manter bem.


Continuamos a concordar que a necessidade do isolamento físico com máscaras e higiene das mãos é obrigatória, mesmo entre os vacinados, além dos exercícios físicos diários, que são e serão fundamentais por um bom tempo.


Não temos heróis e, sim, pessoas que se protegem, o fato de ser esportista ativo ajuda? Sem dúvida faz a diferença nessa hora, porém pouco sabemos quem pode piorar e quem vai sofrer menos durante o tratamento.


Muitos jovens e adultos com menos de 60 estão abusando, e nós profissionais da saúde não conseguimos aceitar esse comportamento.


A panturrilha parece uma bexiga vazia e os braços parecem sacolas vazias. Mas, a volta à vida é lenta e vai precisar de, no mínimo, mais 45 a 60 dias de exercícios progressivos, constantes e sem forçar uma recuperação total de forma acelerada. A força e a musculatura demoram para voltar ao normal, mas todos os dias devemos persistir nos exercícios físicos.


Vencer essa doença inflamatória é o objetivo e seguir as ordens médicas faz a diferença. Seguir o que as autoridades sanitárias nos orientam também é fundamental, voltar às atividades físicas desde a simples caminhada é a melhor recomendação.


VACINAR é o que fará a diferença. E a Prevenção é a nossa maior arma até lá.


+ Tiago Rocha \ Assessoria.


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